A neuropatia diabética é um grave problema de saúde pública, com grave impacto socioeconômico. Ela está presente na forma sintomática em 4-10% dos pacientes nos primeiros 5 anos e em até 50% após 25 anos do diagnóstico de diabetes mellitus (DM). A neuropatia ocorre devido a uma multiplicidade de fatores patogênicos, envolvendo causas metabólicas e vasculares.

A sua forma de apresentação mais comum é a polineuropatia simétrica, acometendo mais que ⅔ dos casos. Ela pode ser sensitiva pura ou sensitivo-motora, associada com componente de fibras finas e neuropatia autonômica.

  • Sintomas sensitivos: Dormência, queimação, dor nos pés e tornozelos (mesmo em repouso, comum a noite);
  • Sintomas motores: fraqueza e atrofia muscular;
  • Sintomas autonômicos: Infarto do miocárdio indolor, disturbios da termorregulação e da sudorese (redução ou aumento da transpiração), distúrbios do trânsito de todo o trato gastroesofágico, distúrbios do tônus da bexiga, disfunção erétil, entre outros.

O diagnóstico é feito através da soma de achados na clínica do paciente, exame neurológico, exames laboratoriais e de eletroneuromiografia. Destacamos que a clínica de polineuropatia diabética pode aparecer antes de achados neste exame.

A avaliação do paciente por médico especialista é importante, já que destacamos que existem diagnósticos diferenciais que precisam ser avaliados e descartados, como causas traumáticas, neoplásicas, infecciosas, nutricionais e vasculares.

A neuropatia diabética está relacionada a alguns fatores:

  • mau controle glicêmico
  • duração longa da doença
  • idade avançada
  • fatores de risco cardiovascular (hipertensão, obesidade, dislipidemia, insuficiência renal crônica)
  • consumo de álcool
  • genéticos (HLA DR ¾, apolipoproteína E)

A neuropatia diabética dolorosa está presente em 16-50% dos portadores de neuropatia diabética. As manifestações clínicas mais comuns são dores espontâneas (sensações desagradáveis) como:

  • queimação ou ardor, pontadas, facadas, agulhadas, choques elétricos intermitentes;
  • dormências, formigamentos, vibração.

Ela impacta a vida do paciente em vários aspectos:

  • alteração do sono e do apetite
  • aumento do risco de queda
  • depressão e/ou ansiedade
  • atividades laborais e lazer
  • qualidade de vida
  • outros.

O tratamento consiste em:

  • bom controle do diabetes
  • ácido tióctico (ação antioxidante, ação nos sintomas sensitivos e disautonomia)
  • medicamentos para dor neuropática

Se você apresenta estes sintomas ou se já tem o diagnóstico, busque uma equipe especializada e capacitada para seu tratamento. O especialista tem uma visão diferenciada sobre a doença, seu tratamento e o seu impacto na vida do paciente.